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Embargos da China e União Europeia mantêm pressão e derrubam preços da carne de frango no Brasil

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O mercado brasileiro de carne de frango registrou queda nos preços tanto no mercado vivo quanto no atacado ao longo da semana. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, a situação ainda inspira preocupação, principalmente porque países importantes, como China, União Europeia e Filipinas, continuam com restrições vigentes aos produtos avícolas brasileiros.

Do ponto de vista da biosseguridade, Iglesias ressalta que já não existem entraves técnicos para a retomada plena das exportações. No entanto, o Brasil ainda negocia a regionalização dos embargos, o que significa restringir as barreiras sanitárias a áreas específicas do país, evitando assim penalizações severas para toda a cadeia produtiva.

Enquanto as exportações enfrentam dificuldades, o mercado interno vem apresentando um cenário mais favorável. O consumo de proteínas mais acessíveis, especialmente a carne de frango, tem sido prioridade para as famílias brasileiras, com embutidos e ovos também ganhando destaque como alternativas para os consumidores de menor renda.

No mercado atacadista de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram variações modestas durante a semana: o preço do quilo do peito recuou de R$ 10,10 para R$ 10,00, o da coxa caiu de R$ 7,00 para R$ 6,80, enquanto o da asa teve leve alta, passando de R$ 10,00 para R$ 10,10. Na distribuição, o preço do peito também caiu, de R$ 10,20 para R$ 10,10, o da coxa caiu de R$ 7,10 para R$ 7,00, e o da asa subiu de R$ 10,20 para R$ 10,30.

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Os cortes resfriados também acompanharam esse movimento: no atacado, o quilo do peito recuou de R$ 10,20 para R$ 10,10, a coxa caiu de R$ 7,10 para R$ 6,90, e a asa subiu de R$ 10,10 para R$ 10,20. Já na distribuição, o peito teve queda de R$ 10,30 para R$ 10,10, a coxa diminuiu de R$ 7,20 para R$ 7,10, e a asa aumentou de R$ 10,30 para R$ 10,40.

Nas principais regiões produtoras, as cotações do frango vivo permaneceram estáveis em boa parte dos estados: Minas Gerais registrou preço constante de R$ 5,50 o quilo vivo; em São Paulo, houve um leve aumento de R$ 5,50 para R$ 5,70; em Santa Catarina, o valor seguiu em R$ 4,70; no oeste do Paraná, em R$ 4,80; e no Rio Grande do Sul, em R$ 4,75. Outras regiões como Mato Grosso do Sul (R$ 5,40), Goiás (R$ 5,45), Distrito Federal (R$ 5,50), Pernambuco (R$ 5,90), Ceará (R$ 5,00) e Pará (R$ 6,00) também mantiveram seus preços estáveis.

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No campo das exportações, os dados de junho mostram um recuo significativo. Nas primeiras duas semanas úteis do mês, o Brasil exportou 224 mil toneladas de carne de aves e seus miúdos, totalizando uma receita de US$ 401,6 milhões, com uma média diária de 16 mil toneladas embarcadas e US$ 28,7 milhões em receita diária. O preço médio por tonelada foi de US$ 1.792,70.

Na comparação com o mesmo período de junho do ano anterior, houve queda de 21,2% na receita média diária, redução de 21,6% no volume médio diário exportado, apesar de uma pequena valorização de 0,4% no preço médio por tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Diante desse cenário, o setor reforça a necessidade de renegociar protocolos sanitários para avançar na regionalização dos embargos, protegendo a competitividade do Brasil no mercado internacional. Enquanto isso, o consumo interno segue sendo o principal pilar para a demanda da carne de frango no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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