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Maternidade e saúde mental são temas de debate em nova edição do “Papo de Mulher” no MJSP

Papo de Mulher. Roda de conversa abordou maternidade e saúde mental. Foto: Isaac Amorim

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Brasília, 07/5/2026 – A sobrecarga enfrentada pelas mulheres, especialmente no contexto da maternidade, esteve no centro dos debates de mais uma edição do projeto Papo de Mulher, realizada nesta quinta-feira (7), no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Com o tema Maternidade e Saúde Mental: O que temos a ver com isso? O encontro promoveu um espaço de escuta e troca de experiências entre servidoras da pasta. 

A iniciativa, conduzida pela Secretaria-Executiva por meio da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, busca promover o diálogo sobre temas relacionados ao universo feminino no ambiente institucional. As rodas de conversa são realizadas mensalmente e têm se consolidado como estratégia de promoção da saúde ao incentivar a reflexão, o autoconhecimento e o fortalecimento de vínculos. 

O encontro contou com a participação da psicóloga, mestre e doutoranda pela Universidade de Brasília (UnB), Daniele Fontoura, responsável pela palestra. Durante a exposição, ela abordou o chamado mal-estar da maternidade e os impactos das construções sociais de gênero na saúde mental das mulheres. 

“Falar sobre maternidade é também falar sobre conflitos, pressões e expectativas sociais que impactam diretamente a saúde mental das mulheres”, afirmou. 

Ao longo da apresentação, a especialista enfatizou que as pressões relacionadas à maternidade são resultado de construções históricas e sociais que moldam o papel feminino. Segundo Daniele Fontoura, desde o nascimento, as mulheres são inseridas em contextos que influenciam comportamentos, emoções e a forma como se percebem no mundo. 

A palestrante também chamou atenção para a relevância de nomear fenômenos sociais que, por muito tempo, foram invisibilizados.  

“O sentido das palavras é o uso. Quando nomeamos, tornamos visível. Por isso é tão necessário discutir violência, relações abusivas e o mal-estar que atravessa a maternidade”, ressaltou. 

A sobrecarga feminina ainda é uma realidade persistente, principalmente para mulheres que conciliam trabalho e cuidado com os filhos. Ela observou que a responsabilidade com os filhos ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, gerando um peso emocional significativo que precisa ser reconhecido e debatido. 

A especialista acrescentou que a maternidade está inserida em um contexto mais amplo de desigualdade de gênero. Segundo ela, as mulheres aprendem desde cedo a ocupar determinados lugares e são ensinadas a cuidar e a se responsabilizar pelo outro, enquanto os homens, muitas vezes, não passam pelo mesmo processo de socialização. 

Durante o evento, foi reforçado que o debate sobre maternidade e saúde mental deve envolver toda a sociedade. “O mal-estar não é só da maternidade, mas é muito mais intenso para quem tem filhos. E isso precisa ser compartilhado, discutido e compreendido coletivamente”, pontuou. 

Espaço de acolhimento e diálogo 

O projeto também está alinhado às diretrizes institucionais de enfrentamento à violência contra a mulher e de promoção de um ambiente mais inclusivo. 

Os encontros são mediados por facilitadoras e realizados nas Salas Modulares. Para garantir um ambiente seguro e acolhedor, as rodas de conversa não são gravadas e priorizam a participação ativa das servidoras. Os materiais apresentados são posteriormente disponibilizados em página institucional voltada à qualidade de vida no trabalho. 

Com uma programação diversificada, o “Papo de Mulher” se consolida como um espaço de diálogo e reflexão no âmbito do MJSP. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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